“Adding manpower to a late software project makes it later.” — Fred Brooks

A maioria dos testes com agentes trava no mesmo ponto: funciona no demo, falha em produção.

Não é (só) o modelo. É arquitetura. Agente isolado não escala. Agente orquestrado, sim.

O problema: agente sem fronteira

Um prompt “implemente a feature” faz o agente tentar discovery, arquitetura, código e deploy no mesmo ciclo. Resultado típico:

  • Scope creep
  • Código que ignora o que já existe
  • Decisões irreversíveis sem registro
  • Erro no requisito contaminando tudo
  • Sem auditoria do “porquê”

Separação de responsabilidades existe em times humanos. Com agentes, muita gente esquece.

Pipeline em fases

Protocolo simples: cinco etapas, cada uma com agente, escopo e artefato verificável. Ninguém avança sem entregar o handoff.

FasePapelEntrega
PlanejarFecha objetivo e non-goalsBrief / PRD
EncaixarLiga na codebaseMapa de dependências
ArquitetarPlano enxuto (poucas tarefas)Plano executável
ImplementarCódigo + testesPull request
DeployarGates e promoçãoProdução + lições

O valor é contrato por fase — não um nome de marketing.

Memória entre ciclos

Pipeline amnésico recomeça do zero e repete erro. O que funciona é acumular contexto ativo (mapa do código, findings, regras, padrões) e obrigar os agentes a ler antes de agir.

Automação executa. Engenharia com agentes aprende.

Por que importa agora

A pergunta útil não é “qual LLM?”. É: como deixo o sistema auditável, incremental e previsível em produção?

Pipeline em fasesAgente único
RastreioArtefato por faseOutput final opaco
EscopoDelimitadoCreep silencioso
CustoMais estimávelVolátil
MemóriaAcumulaZera

Mais em engenharia com agentes. Para aplicar no seu ciclo: assessment.


Fontes

[1] Fred Brooks, “The Mythical Man-Month: Essays on Software Engineering,” Addison-Wesley, 1975.

[2] Google Cloud DORA Team, “Accelerate: State of DevOps Report,” 2023. Disponível em: dora.dev.

[3] Anthropic, “Building Effective Agents,” 2024.